RESENHA | Livro: O Espadachim de Carvão – E as Pontes de Puzur

As Pontes de Puzur é o segundo livro da série O Espadachim de Carvão (Confira nossa resenha sobre o livro 1 aqui), de Affonso Solano. Devo dizer que ele conseguiu me envolver ainda mais que o primeiro. Agora intercalando entre as histórias de Adapak e Puzur, o livro tem um ritmo mais descritivo, com menos ação e mais informação.

Ficha Técnica

Autor: Affonso Solano
Editora: Leya
Ano de Lançamento: 2015
Gênero: Fantasia
Volume: 2

  • Sinopse: Lutando para se adaptar ao mundo dos mortais, Adapak se refugia no navio de Sirara, farto de lidar com os segredos do passado. Mas quando um antigo diário cai em suas mãos, o Espadachim de Carvão acaba por mergulhar nos registros de alguém responsável por influenciar não somente sua vida, mas a história de Kurgala – uma menina forçada a acompanhar a jornada de um ladrão desesperado, disposto a violar as regras mais antigas que os Quatro Que São Um deixaram para trás. Quem foi Puzur? O que procurava? Enquanto viaja pelas páginas do tempo, Adapak desconhece que sua curiosidade está prestes a colocá-lo sob a ameaça de algo que ele mesmo possa ter desencadeado.

Sobre a História

Nesse segundo volume somos levados a duas narrativas diferentes, a continuação da história de Adapak que se passa no presente, e a história de Puzur que se passa no passado.

“Sabe, irmão, este seu plano é tão idiota que pode até funcionar.”

Com a ajuda de Sirara, Adapak agora está tentando se adaptar ao mundo “normal”. O Espadachim se isola no navio de sua amada, e luta contra as lembranças do passado. Porém, toda essa monotomia não dura muito tempo. Ao ir em uma biblioteca, o mesmo acaba acessando registros de situações que influenciaram a história de Kurgala. E em meio a tudo isso, algumas coisas sempre voltam para assombrar.

“Leve-me com vocês, aventureiros, e lhes mostrarei maravilhas.”

Já na outra narrativa conhecemos Puzur, um ladrão muito perspicaz e rápido. Em determinado momento em busca de seus objetivos, o mesmo acaba cruzando seu caminho com o de Laudiara, a levando assim para a sua jornada. Ambos, são personagens muito carismáticos, e com certeza fizeram com que o livro ficasse ainda mais interessante.

“Se agarrar ao ódio é como segurar um carvão em brasa para jogá-lo em alguém: você é quem acaba ferido.”

E não se preocupe em ler duas histórias ao mesmo tempo, pois ambas acabam complementando uma a outra. E em certos momentos, até parecem se cruzarem, e tudo começa a tormar forma.

Se no primeiro livro você ouviu Adapak falando sobre as aventuras de Tamtul e Magano, nesse você vai conhecer alguém bem mais próximo a eles.

E a julgar pela reviravolta no final, podemos esperar um terceiro livro recheado de aventuras.

“Ninguém viaja mais rápido do que Puzur.”

Sobre a Leitura

O livro tem 190 páginas, fazendo com que seja uma leitura rápida. Claro, a história ajuda com que você não queira parar até terminar. Como dito no ínicio, o mesmo não tem tanta ação como seu antecessor, e sim mais informações. A narrativa da história de Puzur é mais intensa, o que torna Adapak um pouco mais apagado. Confesso que em certos momentos queria que o livro inteiro fosse apenas sobre o ladrão, porém é notável que as histórias precisam estarem juntas. Logo após o segundo volume, foi lançado uma HQ sobre Tamtul e Magano, que é um tipo de spin-off.

Sobre o Autor

Affonso Solano como o mesmo diz em seu perfil no Instagram “Conta histórias nos livros do Espadachim de Carvão, no Matando Robôs Gigantes, no Nerdcast, na Gaveta Filmes, no Omelete e na Rádio Mix RJ FM 102.1”.

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